O presidente da AMB (Associação Médica Brasileira), Dr.Lincoln Lopes Ferreira, cirurgião geral e administrador em saúde e também atual presidente da CONFEMEL (Confederação Médica Latino-Ibero-Americana e do Caribe), participou da Live, realizada no dia 25 de junho pela AMHB (Associação Médica Homeopática Brasileira), no canal do Youtube. Ele abordou a atuação da AMB na atual pandemia de COVID-19.
Dr. Lincoln explicou a respeito da visão da AMB sobre a valorização dos médicos brasileiros e a importância das associações médicas, as quais lutam pelos direitos de suas classes, além da proteção e valorização das especialidades.
De acordo com o Dr. Lincoln, no Brasil existe um número muito elevado de faculdades de medicina. Nos últimos 17 anos, foram abertas mais de 200 escolas médicas no Brasil. O que mostra um desequilíbrio na capacidade de formação dos mais de 35 mil alunos por ano.Uma vez que as faculdades, segundo sua observação, estão em busca de lucros e não de formar bons profissionais. Comenta ainda a facilidade do acesso às escolas médicas em países como a Argentina e Bolívia, e como isso fragiliza a qualidade de ensino médico.
Por isso, aponta a importância do exame “revalida” para a aprovação dos médicos formados no exterior. E mostra a importância de um exame rígido, o qual não deve ser apenas um produto financeiro.
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AMB na Covid-19
No site da AMB, é possível encontrar maiores informações sobre a atuação da associação no enfrentamento da atual epidemia, acesse: www.amb.org.br e www.coronavirus.amb.org.br .
Em relação a atual epidemia de COVID-19 no Brasil, o Dr. Lincoln comenta a necessidade de medidas para mudar o curso da história natural da doença. As quais seriam as vacinas e medicamentos, ainda não disponíveis.
Ressalta porém, que a entidade brasileira de medicina, já tinha conhecimento que a pandemia chegaria no Brasil em janeiro ou fevereiro. E o grande questionamento foi sobre a realização do carnaval. Devido ao grande número de estrangeiros nesse período no país.
A segunda questão a ser considerada, de acordo com o Dr. Lincoln, é o fato de essa ser uma doença infecto contagiosa. Onde é incontestável a importância dos equipamentos de proteção individual (EPIs) para os profissionais.
Portanto a AMB, quis promover alternativas. Devido a falta dos EPI’s, a AMB, abriu um canal de denúncias, onde todos os estados brasileiros registraram denúncias referente à falta de equipamentos básicos. De acordo com o Dr. Lincoln foram disponibilizados 40 mil EPI’s, através da AMB.
O presidente da AMB comenta ainda, sobre a falta de conhecimento e protocolos que auxiliem os profissionais de saúde nesse momento. Como exemplo ele conta sobre um hospital de São Paulo, que mesmo com a equipe treinada com os conhecimentos que tinha, ocorreu a contaminação de toda equipe, no atendimento ao primeiro caso de COVID-19.
Da mesma forma, ele dá um panorama sobre a calamidade do sistema de saúde nos estados de Manaus e Fortaleza, antes mesmo da epidemia. Evidenciando o descaso e a falta de planejamento por parte do poder público.
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AMB e a Homeopatia
E em conclusão, ele mostra a importância da frente parlamentar da medicina, onde o Instituto Brasil de Medicina é uma interface, entre as entidades médicas e o parlamento.
Da mesma forma, o Dr.Lincoln comenta a atuação da AMHB – Associação Médica Homeopática Brasileira, onde relata que a homeopatia tem que ser valorizada pelas escolas médicas, para as quais devem ser feitas propostas para a inserção da homeopatia na matriz de competência médica.
E ainda discorre sobre a importância do trabalho associativo na homeopatia, pelo fato da especialidade junta se tornar mais representativa.