A Saúde Pública no Brasil, já tem implementada a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) no SUS (Sistema Único de Saúde). Dessa forma, atendem às diretrizes e recomendações advindas das Conferências de Saúde e da Organização Mundial de Saúde (OMS). 

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Objetivos da integração na Saúde Pública 

Desse modo, tem-se como objetivo o cuidado continuado, humanizado e integral em saúde. Com destaque para a atenção básica, além do aumento da resolubilidade do SUS, a racionalização das ações de saúde pública e o aprimoramento da participação social.

Um estudo publicado na Revista da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro – Escola de Enfermagem Alfredo Pinto, na linha de pesquisa sobre Políticas e Práticas na Atenção à Saúde e Envelhecimento, apresenta como principal objetivo analisar os obstáculos da aplicação da PNPIC na saúde pública.

Esse estudo elegeu a revisão do Scielo (Scientific Eletronic Library Analysis and Online) como base de dados. Ao todo 09 artigos sobre o tema foram avaliados.

Como resultado, notou-se que o Brasil tem um considerável atraso em relação a PNPIC. Onde pouco se observa a aplicação concreta das práticas integrativas na saúde pública.

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As principais razões da baixa aplicação das PNPIC:

  1.  Ausência de direcionamentos específicos aptos a desenvolver a política das PICs (Práticas Integrativas e Complementares)  nos Estados e Municípios; 
  2. Marcante influência econômica, que orienta as práticas em saúde;
  3. A não formação acadêmica dos profissionais de saúde; 
  4. O baixo incentivo governamental ao uso desse novo padrão de cuidado na saúde pública.

Em relação a isso, quanto aos profissionais que atuam no SUS, a falta de credibilidade nas PICs advém da ausência do estudo na graduação. 

Dessa forma, tem-se um baixo número de profissionais com domínio dos recursos oferecidos. Gerando assim, desconforto no aconselhamento dos pacientes, sobre os riscos e os benefícios do uso das modalidades.

Contudo, tem-se a ideia de distanciamento da aplicação das práticas integrativas, dentro do sistema de saúde pública. Onde prevalece a medicina convencional, de forma isolada.

No entanto, o aumento na instituição das PICs advém do ascendente número de doenças crônicas, dos elevados custos da saúde, da insatisfação com o modelo prestacional e da sobrevalorização do cuidado preventivo e holístico.

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As PICs como estratégias em Saúde Pública

Com isso, pode-se contextualizar que as PICs são modelos mais apropriados para potencialmente suprir a falha estratégica na promoção da saúde pública. Mas, ainda é visível a resistência na sua aplicação.

Em conclusão, fica aos gestores de saúde pública, a responsabilidade para desconstituir o padrão principal de cuidado com a saúde da população. E permitir o avanço dessas técnicas integrativas no SUS. Mesmo que as consequências do enfrentamento das barreiras políticas e a desestabilização da indústria farmacêutica, sejam árduas.

A homeopatia como prática integrativa no SUS é uma realidade!

E ainda, é necessário ressaltar que as práticas integrativas não vem a substituir a medicina convencional. Mas sim, acrescentá-la. Visando sempre o bem estar da sociedade, e a otimização do serviço de saúde pública na garantia e promoção de saúde.

Desse modo, vale apontar que a homeopatia é uma modalidade integrativa, já implantada em várias unidades de saúde em todo Brasil, principalmente como medida de intervenção de endemias. E já apresenta impactos positivos em saúde pública.

Acesse o site da AMHB ( Associação Médica Homeopata Brasileira), e faça parte da campanha homeopatia na COVID-19: https://amhb.org.br/.
Acesse o estudo completo em: https://pesquisa.bvsalud.org/portal/resource/pt/biblio-905857