Foi divulgado em março de 2020 um protocolo de pesquisa clínica para avaliar a eficácia e segurança do medicamento homeopático na epidemia de COVID-19. O médico e pesquisador responsável pelo estudo, Dr. Marcus Zulian Teixeira é um grande conhecido e parceiro da AMHB – Associação Médica Homeopática Brasileira. 

Dr. Marcus atua como médico homeopata além de ser coordenador do departamento científico de homeopatia da Associação Paulista de Medicina – APM. Por isso, ele, com o apoio da AMHB e da APM – Associação Paulista de Medicina, publicou esse protocolo de pesquisa clínica.

Vale ressaltar que já  se sabe que a homeopatia tem a capacidade de atuar em grande parte das doenças agudas e crônicas. Por meio da aplicação do princípio da similaridade curativa, de acordo com a totalidade dos sintomas característicos da individualidade do paciente, onde é possível instituir um tratamento individualizado a cada um dos indivíduos.

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A homeopatia no combate às epidemias

No caso das doenças epidêmicas, onde o agente patológico causa nos indivíduos susceptíveis sintomas similares entre os afetados, é possível elencar os medicamentos homeopáticos do gênio epidêmico em questão, para ser utilizado durante o surto epidêmico. Além da aplicação da profilaxia terapêutica na população.

No entanto, essas ações terapêuticas diante das epidemias, devem ser embasadas e acompanhadas por estudos experimentais ou observacionais. Esse protocolo mostra a importância das premissas da atual epidemiologia clínica, reduzindo vieses das pesquisas clínicas.

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A segurança e eficácia deve ser garantida

O uso dos medicamentos homeopáticos em um grupo coletivo dentro das epidemias, deve apresentar segurança, além de sua real eficácia na doença em questão. Para que não se torne um risco para a saúde pública.

Esse protocolo de pesquisa clínica, visando a atual epidemia de COVID-19, mostra que o método científico é fundamental, além de ser de possível aplicação deste protocolo pelos colegas homeopatas. Sem deixar de lado a episteme homeopática.

Além disso, o protocolo clínico guia os pesquisadores elencando os vários aspectos que envolvem o tratamento homeopático de epidemias, incluindo a atual epidemia de COVID-19.

Um dos pontos ressaltados pela aplicação deste protocolo, visa demonstrar que o tratamento deve seguir a episteme homeopática, além das diretrizes para tratamento em doenças epidêmicas. Para ser possível a observação dentro das pesquisas, as evidências da eficácia da homeopatia em doenças epidêmicas.

Da mesma forma que o protocolo mostra que a seleção de medicamentos homeopáticos individualizados, do gênio da epidemia do COVID-19, devem ser distintas entre as três fases da doença (doenças leves a moderadas, doenças graves além de medicamentos que abrangem o tratamento de pacientes críticos da COVID-19).

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O protocolo de pesquisa clínica segue as diretrizes éticas e científicas

No entanto, para a validação ética e científica da efetividade e segurança dos possíveis medicamentos homeopáticos, para que sejam utilizadas no tratamento e prevenção da população em larga escala, é primordial a realização de ensaios clínico duplo-cego, controlado por placebo, em seres humanos.

Como resultado, esse protocolo de pesquisa clínica, direciona a realização desses estudos, mostrando a importâncias dos aspectos éticos e científicos a serem seguidos durante as pesquisas clínicas em homeopatia.

A importância de expandir o uso do protocolo clínico

De acordo com o Dr. Marcus Zulian, existe a necessidade da aplicação desse protocolo a pacientes internados em enfermarias e UTIs de hospitais públicos e privados. Para avaliação da eficácia do grupo dos medicamentos do gênio epidêmico na atual epidemia de COVID-19.

Dr. Marcus Zulian deixa ainda o convite aos colegas e pesquisadores de diversas instituições de ensino e pesquisa, para a aplicação desse protocolo clínico, para avaliação do gênio epidêmico. Esses ensaios são indispensáveis ao desenvolvimento da ciência homeopática, para a comprovação da segurança e eficácia na atual epidemia de COVID-19. 

Leia o estudo na íntegra. Acesse: https://pesquisa.bvsalud.org/portal/resource/en/biblio-1088044