Com o avanço da medicina, alternativas mais holísticas e tratamentos mais humanizados estão se popularizando. Porém, o ensino que prevalece dentro das escolas de medicina é o modelo convencional de tratamento. Com isso, os profissionais da saúde precisam cada vez mais conhecer e se especializar nessas práticas integrativas, que garantem qualidade de vida aos seus pacientes.

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Medicina não convencional ganha espaço no Brasil e no mundo:

Assim, a procura da população por terapêuticas não convencionais vem aumentado nas últimas décadas. Exigindo dos médicos noções básicas dessas diversas alternativas. Por esses motivos, as escolas de medicina brasileiras têm a responsabilidade de garantir aos estudantes o conhecimento básico dessas terapêuticas empregadas pela homeopatia, acupuntura, dentre outras.

Nesse sentido, a homeopatia é uma prática médica reconhecida como especialidade desde 1980. No Brasil, a homeopatia e outras terapias não convencionais, estão garantidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), por meio da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC), criada em 2006, pelo Ministério da Saúde. Dessa forma, a homeopatia tem uma abordagem completa em relação ao paciente. Se destacando como uma medicina integrativa, podendo ser aliada aos inúmeros tratamentos convencionais, como por exemplo no tratamento do câncer. Assim, a utilização dessa terapêutica traz conforto aos pacientes e ainda consegue reduzir os gastos em saúde.

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O que leva as pessoas a buscarem os tratamentos homeopáticos:

Pesquisas realizadas com a população norte-americana, mostram os motivos que levam os pacientes a procurarem as terapêuticas não convencionais. As respostam apontam principalmente a insatisfação das pessoas com a medicina tradicional. Outra justificativa, foi a busca por uma compreensão holística das doenças.

Nesse sentido, estudos brasileiros mostraram que além do descontentamento com a medicina convencional, eles buscam a homeopatia para evitar os efeitos colaterais das drogas alopáticas. Além disso, em pacientes oncológicos, a melhora do sistema imune, também foi citada como justificativa pela procura desse tratamento. Além disso, pesquisas recentes realizadas em diversos países mostram o uso dessas abordagens terapêuticas por uma parcela significativa da população, de forma complementar ou integrativa, em inúmeros transtornos e enfermidades.

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Os médicos precisam conhecer a homeopatia!

Assim, pesquisas realizadas com pacientes com câncer de mama mostraram que elas evitavam discutir o uso concomitante dessas terapêuticas com seus médicos, devido ao medo que esses reprovem o seu uso. Dessa forma, um levantamento das atitudes dos estudantes de medicina da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), perante a homeopatia e a acupuntura, mostrou que 85% dos estudantes consideravam que elas deveriam estar inseridas no currículo da graduação das escolas médicas. E ainda, que 56% dos entrevistados mostraram bastante interesse no aprendizado dessas práticas.

Em resumo, a discussão sobre a importância das escolas médicas brasileiras oferecem esses conteúdos durante a graduação, é fundamental. Uma vez que, a pesquisa e a assistência em homeopatia vêm ao encontro das necessidades da sociedade, que se interessa por essa prática e deve ser corretamente orientada pelos médicos, para poder ser utilizada de forma segura e eficaz. Além disso, para atender a população que busca pela homeopatia é necessário incentivar os profissionais a se especializarem e acima de tudo, ampliarem o conhecimento sobre as vantagens que essa terapêutica possui.

Clique aqui e conheça o site da AMHB (Associação Médica Homeopática Brasileira).
Leia o artigo completo do Dr. Marcus Zulian Teixeira