Epidemiologia Clínica foi o tema abordado pelo Dr. Marcus Zulian Teixeira, médico especialista em homeopatia, coordenador e pesquisador da disciplina “Fundamentos da Homeopatia” da FMUSP (Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo), na Live apresentada no canal da AMHB (Associação Médica Homeopática Brasileira) na rede social YouTube.

Pela explicação do Dr. Marcus podemos destacar que a epidemiologia estuda os diferentes fatores que intervêm na difusão e na propagação de doenças e a colocação dos meios necessários à sua prevenção.

O que é epidemiologia clínica?

A epidemiologia clínica faz predições sobre pacientes individuais através de estudos em grupos de pacientes similares, com o uso de métodos científicos sólidos que assegurem maior certeza. Como objetivo de desenvolver e aplicar métodos de observação clínica que permitam predições seguras, evitando ser enganado por erros sistemáticos ou aleatórios.

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Dr. Marcus explica as premissas para a elaboração de estudos epidemiológicos em homeopatia, as quais possuem a necessidade do emprego de probabilidades e estimativas numéricas.

Elaboração de estudos epidemiológicos:

Referente as premissas para a elaboração dos estudos, o doutor Marcus Zulian enumera os princípios fundamentais: 

  • População e Amostra; 
  • Probabilidade, 
  • Risco e Estatística; 
  • Medidas de Efeito Clínico (Riscos); 
  • Medida de Precisão (Intervalo de Confiança); 
  • Validade Interna e Externa; 
  • Confiabilidade e Acurácia dos Resultados; 
  • Erro Sistemático ou Viés; 
  • Erro Aleatório ou Acaso; 
  • Significâncias Clínica e Estatística; 
  • Tamanho da Amostra e 
  • Desfechos Clínicos. 

Dr. Marcus Zulian explica que além desses princípios, é necessário seguir um raciocínio epidemiológico. Iniciando-se pelas observações clínicas, de pesquisas ou de especulações teóricas, de onde surgem hipóteses a respeito de uma possível associação entre determinado fator (exposição) e a ocorrência de um evento (desfecho). Com isso o teste dessa hipótese é efetuado mediante estudos epidemiológicos.

O estudo é efetuado mediante a coleta sistemática de dados e a análise correspondente, com o objetivo de determinar a existência ou não de associação entre a exposição (causa) e o desfecho (efeito).  É necessário avaliar a validade das possíveis associações estatísticas. E no final é possível ter o julgamento da existência da associação de causa e efeito.

Podem ser realizados estudos observacionais como os: estudos descritivos, analíticos, ecológico, transversal, casos e controle e coorte. Os estudos observacionais não permitem intervenções.

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Já os estudos experimentais têm por objetivo tentar mudar uma variável em um ou mais grupos de pessoas. Sendo possível a intervenção. De acordo com o Dr. Marcus Zulian o ensaio clínico randomizado controlado é o padrão ouro para determinar evidências científicas sobre os efeitos de tecnologias em saúde. mas também podem ser feitos ensaios de campo e ensaios comunitários.

Em relação às premissas para a elaboração de estudos epidemiológicos em homeopatia, a qualidade metodológica dos estudos é um ponto importante, onde requer a aplicação dos princípios da epidemiologia clínica, juntamente com os métodos de estudos epidemiológicos que respeitem a episteme homeopática. Onde devem ser seguidos o princípio da similitude terapêutica. Realizada a experimentação patogenética homeopática e o uso de medicamento único e Individualizado.

Na aplicação do ensaio controlado randomizado homeopático, além das premissas necessárias para realização desses estudos, são seguidas a individualização do medicamento, a individualização das doses e das potências homeopáticas, além da observação dos eventos adversos e da avaliação quali-quantitativa dos desfechos.

Dr. Marcus Zulian ainda explica sobre a importância do investigador dentro dos estudos e de se precaver de todos os potenciais vieses. Em conclusão aponta que esses erros podem ser minimizados se a investigação clínica foi planejada e conduzida de maneira apropriada e submetida a uma adequada análise estatística dos dados.

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