O uso de medicamentos homeopáticos já foi empregado no combate a outras epidemias. Atualmente o seu uso está sendo estudado para avaliar seus efeitos benéficos na melhora clínica dos pacientes com COVID-19.

Dr. Flávio Dantas, médico especialista em homeopatia, está elaborando um estudo, que avalia os dados coletados de pacientes tratados com medicamentos homeopáticos. Segundo Dr. Dantas, a homeopatia pode ser uma alternativa viável para o tratamento de pacientes com a nova doença. Porém pesquisas devem ser realizadas no intuito de demonstrar sua real empregabilidade. O uso de pesquisas observacionais pode ser uma opção, para obtenção de dados clínicos relevantes.

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O estudo observacional no tratamento homeopático de COVID-19

De acordo com o Dr. Flávio José Dantas, médico especialista em homeopatia, membro da câmara técnica de homeopatia do CREME-SP (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo), existe a necessidade de investigar a contribuição terapêutica homeopática no enfrentamento da COVID-19. Principalmente em relação ao alívio da sintomatologia da doença, em sua fase inicial.

Na busca de protocolos terapêuticos eficazes, para o tratamento de pacientes infectados pelo SARS-COV-2, estudos observacionais prospectivos podem ser viáveis, para aquisição de dados relevantes ao sucesso da terapia homeopática.

Em março de 2020, o Dr. Dantas, elaborou um estudo observacional, que visa a coleta de dados dos resultados terapêuticos da homeopatia em pacientes suspeitos ou confirmados de COVD-19 no Brasil.

O estudo nacional conta com a coleta de informações de pacientes diagnosticados com a COVID-19, e tratados com medicamentos homeopáticos. A escolha da conduta terapêutica fica exclusivamente a critério do profissional. Que por meio da avaliação clínica do paciente, observa se o tratamento pode ser empregado ou não. E ainda se existe a possibilidade do uso concomitante entre medicamentos alopáticos e homeopáticos.

Como fazer parte do estudo:

Para participar do estudo os profissionais devem ter no mínimo dois anos de experiência em clínica homeopatia. Os pacientes que vierem procurar por tratamento homeopático e apresentarem sintomas de COVID-19, podem ser informados do estudo, e caso aceitem participar, é necessário a assinatura dos termos legais de consentimento livre e esclarecimento.

Por meio de um questionário padronizado, que é disponibilizado aos médicos participantes, é possível relatar as condições clínicas, terapêuticas e duração média da doença, em relação ao uso dos medicamentos homeopáticos. Assim como a observação de efeitos adversos durante o tratamento.

A duração do estudo é de no mínimo 4 semanas, com reavaliação periódica do paciente. A troca de medicamentos homeopáticos deve ser considerada pelo médico, principalmente quando os efeitos clínicos favoráveis não se manifestarem em até 48. O uso da telemedicina pode auxiliar neste contexto, para acompanhamento do caso. 

Os dados alcançados serão armazenados em planilhas eletrônicas. Assim tem-se uma pesquisa segura e mais rápida. Não expondo o paciente, uma vez que eles se mantêm no anonimato, e não existe intervenção alguma sobre seu tratamento.

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Os medicamentos homeopáticos com potencial uso

Após o estudo preliminar de sintomas e medicamentos prevalentes na atual pandemia de COVID-19 no Brasil, efetuado pelo Comitê Especial de Pesquisa COVID-19 da AMHB (Associação Médica Homeopática Brasileira), analises repertoriais e estudo com comparativo da matéria médica homeopática, constata que é possível elencar cinco medicamentos com potencial para prescrição em pacientes, no primeiro estágio da doença, são eles: Arsenicum album, Bryonia alba, China officinalis, Chininum arsenicosum e Phosphorus. 

 Por meio do estudo observacional será possível destacar quais medicamentos homeopáticos, que se apresentaram mais úteis em casos de infeção pelo SARS-COV-2. 

 E quais os protocolos adotados que mais foram eficazes no âmbito da homeopatia, e a necessidade do uso de outras terapêutica e medidas higiênicas e de suporte geral. Para alívio do sofrimento dos pacientes com COVID-19.