A intervenção em comunidades urbanas e indígenas no Mato Grosso do Sul, foi o tema da Live do canal da AMHB (Associação Médica Homeopática Brasileira) pelo You Tube. Que contou com a participação da Dra. Nazira Scaffi, médica Homeopata e mestre em Saúde Coletiva, além de ser ex-consultora da Unesco para Saúde Indígena.

Homeopatia como ferramenta social nas comunidades

A Dra. Nazira, comentou sua experiencia de intervenção dentro do SUS (Sistema Único de Saúde), na cidade de Campo Grande – MS. Com o objetivo de reduzir o agravamento da atual pandemia de COVID-19, dentro das comunidades urbanas e indígenas.

Dessa forma, apoiando-se nas recomendações das PICs (Práticas Integrativas e Complementares) e ainda, com o suporte das notas técnicas da AMHB, sobre o uso da homeopatia na COVID-19, foi possível a aplicação de medidas preventivas.

O medicamento do gênio epidêmico do COVID-19, escolhido para o uso foi o Arcenicum Album 30CH. Na posologia de 2 glóbulos por semana, durante 4 semanas. 

Mas, dentro das comunidades indígenas, foram utilizados 3 glóbulos em dose única. E para os pacientes sintomáticos 3 glóbulos diluídos em água.

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Líderes das Comunidades na busca pela Homeopatia 

Desse modo, os próprios Caciques das comunidades indígenas vieram requisitar essa intervenção homeopática. Lembrando, que esses representantes possuem autonomia de escolha dos tratamentos em saúde, dentro de suas comunidades.

Essa busca entre as comunidades indígenas, é resultado de um trabalho anterior realizado dentro das comunidades, com o uso da homeopatia, na prevenção e conscientização sobre a AIDS.

Como resultado, as comunidades estão felizes em ter uma alternativa mais segura e menos tóxica para o enfrentamento da atual pandemia.

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O Planejamento se estendeu às comunidades vizinhas.

O Planejamento inicial era a distribuição de 180 mil doses na cidade de Campo Grande. No início de agosto, 10 UBS’s (Unidades Básicas de Saúde), já estavam realizando a distribuição.

Do mesmo modo, a intervenção na cidade de Dourados, alcançou 18 mil indígenas. E a busca por parte das comunidades continua. 

Em resumo, foi possível até o momento, abranger as cidades de Amambai (35 mil doses), Ponta Porã (80 mil doses), Corguinho (6 mil doses), Cassilândia (25 mil doses), Nioaque (13 mil doses) e Tacuru (11 mil doses). 

Além disso, as cidades de Corumbá e outras com alta incidência da COVID-19, já pretendem implantar o uso da homeopatia diante dessa pandemia.

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Gênio epidêmico: Uma ferramenta eficaz 

Assim, a intervenção dentro das comunidades indígenas, resultaram em dados qualitativos, pois não será possível contabiliza-los.

No entanto, os pacientes das áreas urbanas estão sendo acompanhados em tempo real, por meio das parcerias realizadas com as farmácias.

Dessa forma, os trabalhos em saúde no ramo da homeopatia, não são apenas voltados para a cura das doenças, mas sim para a qualidade de vida das comunidades. E ainda, refletem redução nos gastos com saúde.

Porém, é importante saber quais os meios administrativos para inserir cada vez mais a homeopatia dentro das unidades, principalmente diante de quadros epidêmicos.

 

Acesse o site da AMHB e tenha todo conteúdo sobre o uso da homeopatia na pandemia de COVID-19:https://amhb.org.br/amhb/