Duas vacinas em fase avançada de análises clínicas serão testas em 11 mil voluntários brasileiros, através de uma parceria com o Instituto Butantan. Uma está sendo desenvolvida pela Universidade de Oxford, Reino Unido, e outra pela empresa Sinovac Biotech em Pequim, China.

Em vários países o isolamento social já está se tornando mais flexível, mas é improvável que a rotina volte ao normal antes que uma vacina para o novo coronavírus  esteja disponível para imunizar a população.

Para que possamos entender a urgência até o momento o COVID-19 já infectou mais de 9,2 milhões de pessoas e foi o responsável por aproximadamente 480 mil mortes em todo o mundo.

De acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde) atualmente, 130 vacinas estão sendo desenvolvidas pelo mundo, em diferentes estágios de evolução, incluindo as duas que serão testadas aqui no país. Conforme especialistas essa fase de testes pode prolongar-se por 6 meses, sendo que serão necessários entre 12 e 18 meses até a produção e comercialização da vacina.

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O Insituto Butantan junto com a Fiocruz, assim como a USP (Universidade de São Paulo), também estão trabalhando no desenvolvimento de uma vacina para o COVID-19, no entanto, ambos os estudos se encontram em estágio de análise pré-clínica.

A vacina que está sendo desenvolvida pela Universidade de Oxford

Produzida a partir do vírus (ChAdOx1) que é uma versão mais leve do adenovírus, um vírus de resfriado comum, que provoca infecções em chimpanzés, mas geneticamente modificada para não causar a doença em seres humanos.

A Glicoproteína Spike, uma proteína utilizada na produção do COVID-19 (SARS-CoV-2), foi misturada ao material genético do ChAdOx1. É por meio dessa proteína que o SARS-CoV-2 se fixa nos receptores ACE2 para acessar as células e causar a infecção.

A vacina tem como objetivo proporcionar uma resposta imune a glicoproteína Spike, evitando que o vírus SARS-CoV-2 se instale no organismo e provoque a infecção.

Segundo os pesquisadores da Universidade de Oxford em virtude do crescimento dos casos de COVID-19 o Brasil se tornou uma prioridade na última fase dos estudos.

A vacina chinesa CoronaVac

Empresa privada com sede em Pequim a Sinovac Biotech é especialista no desenvolvimento de vacinas contra gripe aviária, hepatite e febre aftosa. Logo no início da pandemia a empresa conseguiu produzir uma vacina que evitou o contágio por COVID-19 no macaco-rhesus. Anticorpos capazes de neutralizar o novo coronavírus foram desenvolvidos, alcançando sucesso na neutralização de 10 cepas do vírus.

Entretanto muitos especialistas criticam os resultados apresentados pela Sinovac, em função do baixo número estatístico do teste, que foi considerado insuficiente.

Para mais informações sobre as vacinas que serão testadas no Brasil acesse: https://bityli.com/MUoKG